A obra de arte
Deixar de criar é assassinar o amor, já que amar é uma invenção constante do prazer a dois.
Não interferir, modificar ou agredir o meio é perecer em inércia, pois o fito da vida do homem não pode deixar de ser o conhecimento e transformação do seu universo.
Ter medo da agressão é ter medo do amor; são parceiros inseparáveis. Obstáculos à expansão do espírito humano existirão sempre, e não se derrubam barreiras contemplando-as em êxtase. Amar é frémito e movimento, não se faz amor em relaxação, o relaxamento decorre do amor já feito.
Coimbra de Matos

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