Insolúvel
Voz. Que sussurra melodias breves, que encanta com devaneios ou com uma razão implacável. Olhos. Que penetram uns outros e tocam a essência única, que se perdem em curvas e na profundidade de um olhar, que revelam sonhos, gritam sinceridade, ocultam a alma esbatida. Cheiro. Que grava a pele, fundindo-se nela, acabando por envolver, de forma cabalmente inebriante, dois corpos. Corpo. Que embala outro, que desenha com os dedos as linhas do corpo, almejando alcançar para si todas as sensações oriundas do toque.
É esta a plenitude ansiada? É este o estado de fusão sublime que era pretenso aspirar? Talvez ilusão, talvez... O que está presente, o que é evidente, claro, irrefutável, e o que se sente, não se dissolve em palavras, em subterfúgios confortáveis... Torna-se insolúvel... como um abraço há muito desejado, e um beijo sincero e puro.

2 Comments:
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Posted: 22 September 2005 By: Jemima Kiss Email: jemima@journalism.co.uk Webzine 2005 kicks off in San Francisco this weekend bringing together more than 500 independent bloggers, journalists, techies and web ...
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E tudo permanece igual, como um sopro sem vida, sem destino, tudo englobado num vácuo... Que belo vácuo, onde todos gostam de estar, viver... Alguém dará importância a um momento, perdido algures no tempo, vivido e desejado, mas inexoravelmente perdido?!... Falo de um momento verdadeiro, sem resquícios de uma névoa que nos leva a duvidar, que perturbe a crença da existência de algo puro. Procuramos todos o mesmo... ou não. Ou talvez sim... Talvez os meios divirjam...
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